A CAUSA DA GREVE NA EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS
Hoje a Escola que leciono resolveu aderir ao movimento grevista, pois o Governo de Minas, com os melhores indicadores da educação no Brasil, paga o pior salário para os professores da rede de ensino. Aqui o salário base de um professor que leciona do 5º ano ao 9º ano é de R$ 580,00 reais, mais os adicionais de pó de giz e etc., sendo que o piso salarial estipulado pelo governo federal foi de R$ 1.534,00 mais os subsídios e vantagens da categoria.
Eu acredito que a única forma de lutar contra esta política de desmoralização do professor é com o movimento grevista. O governo mineiro vem desde o governo do PSDB Aécio Neves, acabando com a categoria e tirando todas as vantagens e diminuindo o salário, chegando agora á um mísero salário mínimo. Houve uma oferta de pagar um subsídio para os professores, mas subsídio não é salário.
Estamos em greve juntamente com outras escolas e com sindicato dos trabalhadores na Educação de Minas Gerais, buscando negociar com o governo um melhora nas condições de trabalho e de salário. Chega de bons resultados com a miséria de salário. A policia civil está em greve a mais de quatro meses exigindo um piso de R$ 4.000,00 de salário. É preciso que aja união entre os professores para que possamos também brigar por um piso destes. Minas Gerais é o segundo estado mais rico do Brasil e paga o pior salário para os professores, e olha que o nosso governador é um professor do Estado. Estados como o Tocantins, paga o dobro de salário de Minas. O Paraná o salário de uma professora de primeiro a quarto ano é de R$ 3.780,00, aqui em Minas Gerais, a professora de primeira a quarta recebe apenas R$ 380,00 mais pó de giz e uma parcela remuneratório, chegando a R$ 680,00 de salário.
O governo criou uma série de avaliações tanto formativas para os alunos e os resultados destas avaliações são atreladas aos salários, os seja, se os alunos da minha escola atingirem notas médias de 78% das avaliações, ele me paga um salário extra (esmola) de 78% do meu salário mensal. Mas isto criou um ambiente ambíguo nas escolas, pois todos os professores estão trabalhando para que os alunos atinjam o máximo de pontuação média nestas avaliações e aí meu amigo..., o aluno é obrigado a acertar todas as questões da prova para que os professores possam receber o maior percentual de salário, pra isso dá-se o jeitinho brasileiro. Você sabe onde vai parar a qualidade da educação né.
Os projetos de adotados pelo governo, como por exemplo, o PAV, que busca o aluno atrasado na série para completar os quatro anos em apenas dois anos, colocou nas escolas uma série de marginais, alunos sem respeito pelos pais e pelos professores, alunos que estão em processos criminais acusados dos mais diversos crimes, desde tráfico de drogas , assalto a mão armada e assassinato. Somos obrigados a conviver com esses indivíduos e educá-los já que a família já os entregou a justiça e as escolas para que dêm jeito neles. Como, o alunos destes projetos, já estão inseridos no tráfico, vão para as escolas a fim de vender drogas ou buscar novos usuários e os professores se tornam os seus obstáculos ao negócio deles. A violência, a depredação das escolas aumentou muito depois que estes projetos foram implementados. O pior é que estão ali apenas para receberem o diploma do ensino fundamental para contabilizar índices para o governo. Eu tinha um aluno no PAV do 8º e 9º ano. Ele não escrevia nada, ficava o tempo todo atrapalhando os alunos que realmente queriam aprender. Um dia sentei na carteira dele. Perguntei se ele sabia ler e escrever, ele simplesmente disse: “Olha professor eu leio alguma coisa”. Solicitei a ele que lesse a palavra “saiu”, pra mim. Ele ironicamente respondeu: Olha professor está aí é muito difícil, pega uma mais fácil. Percebi que o aluno era analfabeto cursando o 9º do ensino fundamental. Conversei com a minha supervisora sobre a dificuldade do aluno, ela simplesmente disse: “ Olha o governo quer apenas dar um diploma para esses alunos, então ensine-o a ler. Olha eu não tiver a formação pedagógica adequada para trabalhar alfabetização, mas mesmo assim recorri a minha colega de alfabetização que trabalha com os alunos do primeiro ano, solicitei a ela uma das cartilhas de alfabetização dos seus alunos e levei para o tal aluno. Apresentei a cartilha para ele e disse: Olha você vai levar para a sua casa, nesta apostila só tem exercícios para alfabetização, então siga o exemplo desta primeira atividade. CA + AS = Casa. Faça isto que a minha avaliação com você será sobre esta cartilha, ok? Bom na outra semana, cheguei na sala e lógico acreditando que ele havia feito pelo menos os exercícios da cartilha, cobrei dele as atividades para fazer a minha avaliação. Qual foi a resposta dele. “Olha professor, levei a cartilha, pedi a minha mãe para me ensinar, mas aí o gás de cozinha dela acabou e como ela precisava fazer um café, ela usou a sua cartilha para acender o fogão a lenha, por isso eu não trouxe ela pro senhor. Cara eu fiquei furioso, mas é assim mesmo, a família tá se lixando para o aprendizado dos filhos, então , então devolvi as aulas do PAV para a diretora, alegando que o salário que eu receberia pela aulas do PAV não daria para comprar os medicamentos que eu certamente iria precisar num futuro bem próximo. Atualmente existe uma grande quantidade de professores com atestados médicos de seis meses ou mais por problemas com este tipo de aluno.
Vamos continuar em greve por salários, por uma educação de qualidade e coerente com a nossa realidade e com alunos que realmente queira aprender e melhorar a sua condição de vida ou condição da sua comunidade, mas uma educação que mude o Brasil e não que mascare a nossa realidade, né seu Anastasia????
sexta-feira, 1 de julho de 2011
sábado, 4 de junho de 2011
Professor do Ensino Superior: tendência e caminhos
Professor do Ensino Superior: Tendências e Caminhos
Luiz Terêncio da Silva
Repensar a formação acadêmica dos profissionais do ensino superior se faz necessário, até por que vivenciamos tempos tão diferentes, de mudanças tão rápidas e tão cheios de informações. Que muita vezes assistimos a determinados modelos de aprendizagem que conseguem chegar aos resultados previstos, mas a grande maioria ainda carece de um bom argumento didáticos, ou talvez até de pré-requisitos sobre o assunto para que possa atender as necessidades de alunos que encontram, dificuldades em entender a mensagem que o professor tenta ensinar ou induzi-lo a entende - lá. O que poderia diferenciar tais práticas na educação? A didática? A Formação teórico-metodológica de cada docente? A Organização do conhecimento feita pelos professores destes profissionais? Bom, tudo isso tem haver com esse desafio que permeia principalmente o Ensino Superior na atualidade.
Tem época de Mudança e mudança de época, agora é época de mudança, novos valores sociais, novos paradigmas para a formação profissional e novos saberes borbulham diante desta geração. As instituições de ensino superior têm a obrigação de participar efetivamente destas mudanças. Como elas poderiam acontecer em tempos tão diversos e tão complexos? Com a efetiva participação dos docentes dentro do ambiente acadêmico. Nunca esse ambiente precisou tanto de um profissional com visões claras do futuro onde deverá apresentar com um senso crítico acirrado e uma forte preocupação com as questões sociais e ambientais, para isso, a sua formação deverá ser acompanhada por profissionais com essa visão, como coloca Fronza-Martins, a docência se apresenta como uma atividade complexa.
!”Os dados da pesquisa revelam que, na perspectiva contemporânea de educação e ensino superior, a docência se apresenta como uma atividade complexa, pela convergência concomitante de questões teóricas e práticas, com origens no enfrentamento do cotidiano, envolvendo o professor na sua totalidade...”
( FRONZA-MARTINS.2009).
Da mesma forma, Libânio também expressa essa preocupação, com a forma de ensinar dos docentes:
“Os estudos sobre os processos do aprender destacam o papel ativo dos sujeitos na aprendizagem, e especialmente, a necessidade dos sujeitos desenvolverem habilidades de pensamento, competências cognitivas. Isto traz implicações importantes para o ensino, pois se o que está mudando é a forma como se aprende, os professores precisam mudar a forma de como se ensina. O como se ensina, em princípio, depende do como se aprende.”( LIBÃNIO-2001)
Com essa complexidade, a docência terá de interagir com novos valores, com uma bagagem maior de conhecimento sobre o assunto, com uma didática mais empolgante diante de alunos carregados de informações, mas sem a capacidade de compilar essas informações e fazer o uso delas para a sua vida prática. Então o docente do ensino superior terá que ter novos argumentos e saber com facilidade mediar o seu conhecimento com o conhecimento dos alunos, incitando-os a ingerir e buscar novos desafios com esses conhecimentos. Assim teremos mudança de perfil nos novos profissionais que entrarão no mercado de trabalho, com uma nova visão e com novos desafios diante do conhecimento adquirido dentro das Universidades. Desafios é o que não faltará para os professores do ensino superior, se moldar em novos modelos que se apresentam diante de um profissional que teve formação tão diferente já é um grande desafio, mas implementar tais mudança dentro da sala de aula com novos atores e em tempos tão diversos é que se torna desafiadora a docência. Repensar a as práticas pedagógicas é o mínimo, buscar novas didáticas que incitem os alunos para novos saberes e novos desafios é realmente o maior objetivo nestes tempos dentro da educação superior.
As tendências da prática docente na atualidade é muito bem colocada por Fronza-Martins, pois precisamos de formar profissionais envolvidos com a família,mola mestre de qualquer sociedade, envolvidos com a comunidade onde mora e na vida política e cultural do seu ambiente.
...”a caracte¬rística mais importante da atividade profissional do professor é a mediação entre o aluno e a sociedade, entre as condições de origem do aluno e sua destina¬ção social na sociedade, papel que cumpre provendo as condições e os meios (conhecimentos, métodos, organização do ensino) que assegurem o encontro do aluno com as matérias de estudo. Para isso, pla¬neja, desenvolve suas aulas e avalia o processo de ensino.” ( FRONZA-MARTINS.2009).
Se não tivermos essa preocupação agora como será o futuro desta geração? Será também abortada de líderes políticos e de indivíduos distantes das mazelas de cada comunidade, como a geração passada? Essa tendência se torna efetivamente necessária em tempos tão difíceis diante do capitalismo desenfreado que comanda o mundo. Não podemos pensar em prática diferente desta, mesmo que haja pressões de determinados segmentos da sociedade, como no passado, que buscava ter em uma parcela grande de população com um conhecimento controlado e distante de um senso critico, participativo e politicamente ativo na sua comunidade.
O objetivo deste texto é fazer uma reflexão sobre o momento vivenciado pelos acadêmicos, muitos deles se perdendo dentro destes novos desafios e as vezes por não aceitarem ou não entenderem os novos paradigmas das Universidades e dos alunos, em geral não consegue elaborar um leitura do momento vivenciado nestes ambientes. Repensar as práticas pedagógicas e a organização do saberes que vivenciaram nesta nova fase do ensino requer uma didática que facilite a mediação do conhecimento do professor com o conhecimento do alunos induzindo-o a buscar novos desafios para a sua formação profissional e também enquanto individuo crítico político e participativo da sua comunidade, são os novos desafios da contemporaneidade.
Bibliografia
FRONZA-MARTINS, Aglay Sanches. A Import^ncia da didática no ensino superior. In. Anuário da Produção acadêmica Docente. Vol. III nº5, 2009. Disponível em: HTTP://unianhanguera.edu.br/index.php/anudo/article/viewfile/1588/748. Acesso em 20.mar.2011.
LIBÃNEO, José Carlos. O essencial da didática e o trabalho de professor: em busca de novos caminhos. 2001. Disponível em: HTTP://www.ucg.br/site_docente/edu/libaneo/pdf/didaticado prof.pdf. Acesso em: 20 mar.2011.
PRANDI, L.R. Tendências do processo didático-pedagógico no ensino superior na contemporaneidade, Akropolis, Umuarama, v.17,n.3,p.137-142, jul./set. 2009. Disponível em: HTTP://revistas.unipar.br/akropolis/article/viewfile/2852/2117. Acesso em:20.mar.2011.
Luiz Terêncio da Silva
Repensar a formação acadêmica dos profissionais do ensino superior se faz necessário, até por que vivenciamos tempos tão diferentes, de mudanças tão rápidas e tão cheios de informações. Que muita vezes assistimos a determinados modelos de aprendizagem que conseguem chegar aos resultados previstos, mas a grande maioria ainda carece de um bom argumento didáticos, ou talvez até de pré-requisitos sobre o assunto para que possa atender as necessidades de alunos que encontram, dificuldades em entender a mensagem que o professor tenta ensinar ou induzi-lo a entende - lá. O que poderia diferenciar tais práticas na educação? A didática? A Formação teórico-metodológica de cada docente? A Organização do conhecimento feita pelos professores destes profissionais? Bom, tudo isso tem haver com esse desafio que permeia principalmente o Ensino Superior na atualidade.
Tem época de Mudança e mudança de época, agora é época de mudança, novos valores sociais, novos paradigmas para a formação profissional e novos saberes borbulham diante desta geração. As instituições de ensino superior têm a obrigação de participar efetivamente destas mudanças. Como elas poderiam acontecer em tempos tão diversos e tão complexos? Com a efetiva participação dos docentes dentro do ambiente acadêmico. Nunca esse ambiente precisou tanto de um profissional com visões claras do futuro onde deverá apresentar com um senso crítico acirrado e uma forte preocupação com as questões sociais e ambientais, para isso, a sua formação deverá ser acompanhada por profissionais com essa visão, como coloca Fronza-Martins, a docência se apresenta como uma atividade complexa.
!”Os dados da pesquisa revelam que, na perspectiva contemporânea de educação e ensino superior, a docência se apresenta como uma atividade complexa, pela convergência concomitante de questões teóricas e práticas, com origens no enfrentamento do cotidiano, envolvendo o professor na sua totalidade...”
( FRONZA-MARTINS.2009).
Da mesma forma, Libânio também expressa essa preocupação, com a forma de ensinar dos docentes:
“Os estudos sobre os processos do aprender destacam o papel ativo dos sujeitos na aprendizagem, e especialmente, a necessidade dos sujeitos desenvolverem habilidades de pensamento, competências cognitivas. Isto traz implicações importantes para o ensino, pois se o que está mudando é a forma como se aprende, os professores precisam mudar a forma de como se ensina. O como se ensina, em princípio, depende do como se aprende.”( LIBÃNIO-2001)
Com essa complexidade, a docência terá de interagir com novos valores, com uma bagagem maior de conhecimento sobre o assunto, com uma didática mais empolgante diante de alunos carregados de informações, mas sem a capacidade de compilar essas informações e fazer o uso delas para a sua vida prática. Então o docente do ensino superior terá que ter novos argumentos e saber com facilidade mediar o seu conhecimento com o conhecimento dos alunos, incitando-os a ingerir e buscar novos desafios com esses conhecimentos. Assim teremos mudança de perfil nos novos profissionais que entrarão no mercado de trabalho, com uma nova visão e com novos desafios diante do conhecimento adquirido dentro das Universidades. Desafios é o que não faltará para os professores do ensino superior, se moldar em novos modelos que se apresentam diante de um profissional que teve formação tão diferente já é um grande desafio, mas implementar tais mudança dentro da sala de aula com novos atores e em tempos tão diversos é que se torna desafiadora a docência. Repensar a as práticas pedagógicas é o mínimo, buscar novas didáticas que incitem os alunos para novos saberes e novos desafios é realmente o maior objetivo nestes tempos dentro da educação superior.
As tendências da prática docente na atualidade é muito bem colocada por Fronza-Martins, pois precisamos de formar profissionais envolvidos com a família,mola mestre de qualquer sociedade, envolvidos com a comunidade onde mora e na vida política e cultural do seu ambiente.
...”a caracte¬rística mais importante da atividade profissional do professor é a mediação entre o aluno e a sociedade, entre as condições de origem do aluno e sua destina¬ção social na sociedade, papel que cumpre provendo as condições e os meios (conhecimentos, métodos, organização do ensino) que assegurem o encontro do aluno com as matérias de estudo. Para isso, pla¬neja, desenvolve suas aulas e avalia o processo de ensino.” ( FRONZA-MARTINS.2009).
Se não tivermos essa preocupação agora como será o futuro desta geração? Será também abortada de líderes políticos e de indivíduos distantes das mazelas de cada comunidade, como a geração passada? Essa tendência se torna efetivamente necessária em tempos tão difíceis diante do capitalismo desenfreado que comanda o mundo. Não podemos pensar em prática diferente desta, mesmo que haja pressões de determinados segmentos da sociedade, como no passado, que buscava ter em uma parcela grande de população com um conhecimento controlado e distante de um senso critico, participativo e politicamente ativo na sua comunidade.
O objetivo deste texto é fazer uma reflexão sobre o momento vivenciado pelos acadêmicos, muitos deles se perdendo dentro destes novos desafios e as vezes por não aceitarem ou não entenderem os novos paradigmas das Universidades e dos alunos, em geral não consegue elaborar um leitura do momento vivenciado nestes ambientes. Repensar as práticas pedagógicas e a organização do saberes que vivenciaram nesta nova fase do ensino requer uma didática que facilite a mediação do conhecimento do professor com o conhecimento do alunos induzindo-o a buscar novos desafios para a sua formação profissional e também enquanto individuo crítico político e participativo da sua comunidade, são os novos desafios da contemporaneidade.
Bibliografia
FRONZA-MARTINS, Aglay Sanches. A Import^ncia da didática no ensino superior. In. Anuário da Produção acadêmica Docente. Vol. III nº5, 2009. Disponível em: HTTP://unianhanguera.edu.br/index.php/anudo/article/viewfile/1588/748. Acesso em 20.mar.2011.
LIBÃNEO, José Carlos. O essencial da didática e o trabalho de professor: em busca de novos caminhos. 2001. Disponível em: HTTP://www.ucg.br/site_docente/edu/libaneo/pdf/didaticado prof.pdf. Acesso em: 20 mar.2011.
PRANDI, L.R. Tendências do processo didático-pedagógico no ensino superior na contemporaneidade, Akropolis, Umuarama, v.17,n.3,p.137-142, jul./set. 2009. Disponível em: HTTP://revistas.unipar.br/akropolis/article/viewfile/2852/2117. Acesso em:20.mar.2011.
sábado, 21 de maio de 2011
OZAMA BIN LADEN : TERRORISTA OU MÁRTIR
A cena da imagem do Presidente dos Estados Unidos da América Barak Obama anunciando com todas as letras a morte do Líder do Grupo Terrorista Ozama Bin Lader chocaram o mundo, até porque quando ele anuncia, ele alega de forma enfática que o corpo do líder da AL Qaeda foi jogado ao mar como manda as tradições islâmicas, mas no fundo os norte-americanos não queria que o corpo dele fosse velado e até santificado pelos seus seguidores, caso eles enterrassem o corpo dele em qualquer país Árabe. Bom, somente após o anuncio pela Al Qaeda de que realmente o seu líder estava morto é que a grande maioria se certificou de que não era mais uma garfe dos americanos, aí veio a apreensão com relação as retaliação da AL Qaeda.
Os líderes da organização terrorista anunciaram retaliações contra o ocidente para vingar a morte do seu líder, que de certa forma foi arbitrária e muito condenada até pelos próprios países europeus, pela forma de como a operação foi executada em um país ligado ao mundo Árabe. Os questionamentos são muitos. Será mesmo que a AL Qaeda vai cumprir as suas insinuações terroristas? Ou será que ela estará muito preocupada com as informações levadas pelos agentes norte-americanos que passam a conhecer toda a estrutura organizacional e os projetos do grupo para o ocidente e até mesmo as células espalhadas por todos os continentes. Os americanos acreditam que hoje a organização esteja mais preocupada com estas informações do que com os ataques anunciados. Este Fato expõe dados importantes de estratégias e hierarquia de comando dentro da AL Qaeda e os norte-americanos poderão fazer o uso destas informações para novos ataques cirúrgicos como o do Paquistão que assassinou o líder da Organização.
Para os radicais islâmicos a morte de Ozama representa um golfe fatal na organização que defende a cultura islâmica e seus valores da globalização massificada, com valores totalmente distorcidos daqueles pregados pelo islamismo. De certa forma, muitas culturas foram destroçadas por essa mundialização de valores ocidentais, que denominamos de globalização, mas que impõe novos valores e depreciam valores culturais arraigados e que devem ser respeitados e preservados para os seguidores destas culturas. Já imaginou como será o mundo daqui a cinqüenta anos se continuarmos com esta homogeneização de hábitos, de valores e gostos e de consumo, principalmente de produtos Mundializados instigado pelas propagandas das transnacionais? Preocupa-se muito a preservação de diversas culturas e valores que estão sendo destruídos por esse consumo de massa, por esta avalanche de informações que chega com ou sem autorização dentro de nossas casas.
A morte de Ozama abre um novo precedente na Ordem Mundial atual, se os Estados Unidos conseguiu entrar com uma equipe de homens treinados para matar e assassinar um líder mundialmente procurado, acusado de crimes contra norte-americanos e não oferece qualquer direito de defesa a este individuo, fere as leis elementares dos Direitos Humanos impostas pelas Nações Unidas. Qual será então o papel do Tribunal Internacional de Haia? Mero espectador diante da foracidade dos americanos pela vingança! Não seria mais plausível levá-lo a julgamento no Tribunal de Haia?
Vejo o papel destas instituições supranacionais sendo renegados quando se trata de resolver pendências das grandes potencias industrializadas do Norte. Não tiro o direito de acusação do povo norte-americano, mas assassinar o líder da organização que é acusada de cometer tais barbaridades, coloca os Estados Unidos na mesma condição de bárbaro e de criminoso por tal ato.
Os fatos já aconteceram, mas as situações conflituosas futuras poderão ser ainda mais violentas e assustadoras, tanto para o ocidente quanto para a Organização Terrorista que perdeu o seu líder. Quem será o primeiro a mostrar o seu ódio? Os Americanos? Com as informações poderosas que conseguiram com os equipamentos apreendidos na Casa do Líder religioso ou o que sobrou da AL Qaeda? Nos resta aguardar o desenrolar desta situação e pode ter certeza que vai sobrar pra muita gente.
Repensando a prática docente: professor x educador
O mundo está mudando com muita velocidade, e nessa viagem, valores tão impregnados na nossa cultura parece não querer embarcar neste trem de alta velocidade, que se dirige ao futuro com uma bagagem ainda desconcertada, e com um tempo de percurso muito pequeno para acomodar tudo na ordem correta ou pelo menos de forma organizada. Assim vejo a educação. A formação dos professores ainda não conseguiu acompanhar os novos paradigmas da sociedade pós-moderna, e mesmo assim caminha a passos lentos tentando acompanhá-la.
Acreditar que vivemos num tempo muito a frente daquilo que não fomos capacitados, gera desconforto e ambigüidade. O profissional da educação foi preparado para uma prática pedagógica muito teórica em tempos de poucas mudanças, em tempos de falta de liberdade, de falta expressão entre outros valores que apoiariam a sua profissionalização. Imaginar que muitas profissões estão desaparecendo é mero retrato da nossa modernização, onde o profissional é obrigado a se enquadrar em normas legais, tendências pedagógicas e em políticas governamentais criadas para atender “sugestões” de organismos multinacionais em função de financiamentos negociados a nível de Estado. Aquele profissional que se dedicava a função com amor, com afeto, com a família, injetando ânimo em todos do convívio, hoje se perde pela correria do trabalho, muita das vezes enfadonhas, pois se vê obrigado a trabalhar mais horas para sobreviver com menos dificuldades.
A apologia de Rubens Alves em “Jequitibás e Eucaliptos” retrata esta realidade da educação, Jequitibás nascem naturalmente no meio das vegetações não são como os eucaliptos que são formados com mudas especiais e capacitados para serem altamente produtivas atendendo uma necessidade do mercado capitalista. Professores são eucaliptos sim, são formados para atenderem uma necessidade das políticas governamentais ou das linhas didático-pedagógicas adotadas, sem liberdade de criação ou de expressão. Vivemos uma nova perspectiva onde o profissional deverá atender a uma multidiversidade de saberes, apresentarem um perfil extrovertido e uma criatividade muito avassaladora, como retrata o filme “A Escola da Vida”, onde um professor com este perfil consegue atrair a atenção não só dos alunos como também dos “professores” tradicionais que, de certa forma foram formados para serem eucaliptos e não Jequitibás.
O Professor-educador é um demanda do mercado atual, onde as informações borbulham por todos os lados e há a necessidade de um mediador para filtrar essas informações e acomodá-las a seu tempo em cada lugar, de forma equilibrada, instigadora e geradora de novos questionamentos. Este profissional está em falta e mais do que nunca nos cursos de graduação que é a fonte geradora ou incubadora de novos professores-educadores, com novas visões e certamente novos paradigmas para esse tempo tão efêmero e tão conturbado dentro da Educação. As instituições de graduações certamente terão que buscar estas mudanças de imediato, caso contrário continuará a plantação de eucaliptos que certamente trará tempos difíceis na educação como um todo.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Pequisa sobre BLOGs Educativos
A pesquisa realizada nos Blogs com o objetivo de visualizar o trabalho desta ferramenta na educação foi bem divertida, pois quando se pesquisava Blogs educativos de geografia, encontrei uma diversidade de temas e de assuntos, que no geral retratam mais o uso desta ferramenta como pontos de interface entre alunos e professores de uma determinada escola ou cursinho pré-vestibular.
Como o objetivo era conhecer o trabalho educativo destes Blogs, fiz uma pesquisa em dois ramos específicos, pesquisando dois temas relacionados com a educação. Para cada temas visitei cinqüenta blogs.
O Primeiro tema de pesquisa foi a “Educação infantil”, neste Blogs encontra-se uma riqueza de material pedagógico para as fases iniciais de aprendizados, variando de músicas, jogos interativos e criativos, atividades diversas de aprendizagem, entrevistas com profissionais da área, livros infantis de todos os gêneros, exercícios de alfabetização, bate-papos, bibliotecas, ambientes lúdicos e interativos para crianças, desenhos pedagógicos, dicas para os pais com relação ao aprendizado dos filhos, brinquedoteca, histórias infantis com animais e pássaros, diversos vídeos educativos trabalhando temas transversais, jogo onde as crianças montam o objeto, trabalhando com a informática na aprendizagem e entre outros. Percebe-se que esta ferramenta para este segmento apresenta uma diversidade muito grande de apoio pedagógico para os professores em sala de aula.
O segundo tema, também foram pesquisados cinqüenta Blogs, mas com o tema: “Blogs educativos de geografia”. Neste segmento nota-se mais a utilização desta ferramenta como ponto de interface de determinadas escolas ou determinados professores e seus respectivos alunos, ou para discutirem exercícios mais complexos, ou questões de vestibulares ou ENEN, porém sem muita criatividade nas atividades pedagógicas. Neste Blogs. O que se vê é mais um instrumento de complemento de aula do que uma ferramenta educativa com diversidade de experiências pedagógicas bem sucedidas como no tema anterior. Nesta pesquisa, houve apenas uma Blog.: Ramos da Geografia, onde são apresentados trabalhos pedagógicos interessantes e criativos para a disciplinam como também apresenta alguns recursos educativos digitais, apresentam muitos temas atualizados.
No geral, o que a pesquisa identificou foram: Textos específicos da disciplina, conteúdos de editoras para as diversas séries do ensino, jogos on-live de geografia, atividades de fixação e questões mais complexas de vestibulares resolvidas e esclarecidas, publicações de professores e alunos sobre a disciplina, Olimpíadas de geografia regionais para diversas sereis do ensino, Vídeos educativos de geografia e ciências, noticias de temas relacionados com a geografia, revistas especificas da geografia e planos de aulas de temas específicos.
A pesquisa mostra que esta ferramenta da Web2 está sendo utilizada na educação, mas ainda de forma muito tímida, uma vez que a geografia é uma disciplina de amplo espectro de temas e realidades, e poderia trabalhar muito mais a área pedagógica com projetos promissores e arrojados e modernos, já que a W-2 apresenta um arsenal de instrumentos de última geração para esta disciplina.
Creio que enquanto professores, temos usar esta ferramenta na sua essência, que é uma plataforma de saberes, de aprendizagem e interatividade, desta forma ganha-se a educação, ganha-se a geografia com novos conceitos, novos projetos pedagógicos e atualizados e ganha os alunos e professores com o conhecimento on-line.
Luiz Terencio da Silva
Pos-graduando: Metologia do Ensino Superior e AD
Pitágoras –Uberlândia-MG.
Dia 08/11/2010 a 18/11/2010
sábado, 6 de novembro de 2010
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